O vereador Alvorlande Cruz, do PRTB, que preside a Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores de Petrolina, defende que o Sindicato dos Servidores Públicos do município (Sindisemp) inicie a campanha salarial junto com a categoria, discutindo em assembléia a pauta de reivindicações para pleitear junto ao Poder Executivo. Essa pauta deve ter entre outros pontos, o aumento nos salários do funcionalismo público municipal, e só então enviar a proposta para a Câmara para que seja discutida e aprovada na Casa.

“O Sindicato tem um trabalho importante e é legitima a reivindicação da categoria, mas é necessário primeiro que a diretoria discuta em assembléia e faça-se uma pauta sobre o que é o salário, as causas sociais os fatores econômicos e traga o que é necessário, pra que a Câmara indique um caminho no que se refere ao aumento”, revelou o vereador

O vereador atesta que o Sindisemp ao trazer a discussão, primeiro para a Câmara, está vindo na contramão do debate. “É como se estivesse fazendo a campanha salarial na Câmara e o processo não é esse. A Câmara é para fiscalizar, julgar e representar, mas primeiramente o Sindicato tem que sentar com a categoria e aí trazer para a Câmara os projetos. Com certeza irei defender, mas primeiro tem que se discutir com a categoria”, reforçou Alvorlande.

O presidente da Comissão de Finanças da Câmara Municipal defende ainda que a discussão interna dos servidores ocorra de maneira linear, unificando a proposta de aumento para toda a categoria. Alvorlande frisa que não cabe mais o envio de propostas e aumentos por categoria, porque isso só endivida o município e prejudica quem precisa ter uma remuneração melhor.

“Varias categorias enviaram no passado projetos em separados e com isso, conseguiram os ganhos, mas prejudicaram os demais servidores. É necessário que o Sindisemp sente com o funcionalismo pra unificar todas as categorias e defina uma data base junto com o Executivo e todos ganhem”, acrescentou Alvorlande

Alvorlande defende como prioridade número um a realização do concurso público e a defesa dos benefícios como a aprovação do projeto que implantou o 13º e férias para mais 1400 professores que prestam serviços para o Município nas áreas urbana e rural.

“Os incrementos não vieram como veriam. Tínhamos uma despesa esperada de R$ 243 milhões com pessoal e chegou pouco mais de R$ 197 milhões. Temos que fazer uma reflexão dessa categoria para que os ganhos cheguem para todos. Eu sou servidor e nunca vou votar contra servidor, mas como presidente da Comissão de Finanças da Câmara em tenho que ter elementos na mão, instrumentos para emitir um parecer com mérito”, explicou Cruz. (Foto: Blog do Vinicius de Santana)