Designado pelo presidente da Câmara dos Deputados relator de uma Comissão Especial que está analisando a internação compulsória em São Paulo, o deputado Aureo se reuniu com a Secretária da Justiça e Defesa da Cidadania, Eloísa de Sousa Arruda, quando, acompanhado de outros deputados federais, teve a oportunidade de conhecer o modelo adotado pelo Estado.

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Em visita ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas – CRATOD, o grupo de parlamentares recebeu informações sobre o trabalho integrado de três secretarias em um mesmo local: a Secretaria de Desenvolvimento Social, Secretaria de Saúde e Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania. Esta última atua juntamente com profissionais da área no que eles chamam de Plantão Jurídico. Representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e Defensoria Pública dão acompanhamento constante aos pacientes e familiares que chegam ao Centro.

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Segundo o Coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Justiça, Dr. Sérgio Sobrinho. “O sistema de Justiça é parceiro da Saúde aqui. O atendimento é harmonioso e baseado em uma ação interdisciplinar, com a saúde pública sempre colocada em primeiro plano”.

Segundo explicações da titular da pasta de Justiça, Dra. Eloísa de Sousa Arruda, desde que foi criado em 21 de janeiro, o “Plantão Jurídico” que, a princípio, pretendia agilizar os casos graves para internação compulsória, acabou por ampliar o leque de atendimento.Em pouco mais de dois meses de atuação, os profissionais do Cratod registraram mais de 20 mil ligações telefônicas da população,realizaram mais de três mil acolhimentos de usuários em casas transitórias e comunidades terapêuticas, além de terem internado 503 dependentes.

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Na área da saúde pública, local conta com16 leitos para observação, 31 médicos,sendo 26 psiquiatras; 40 enfermeiros; 06 assistentes sociais e 20 psicólogas, além de terapeutas ocupacionais.

Para Aureo, o modelo adotado de trabalho interdisciplinar e de sincronismo entre diversos segmentos do Governo está tendo resultados eficazes e merece o reconhecimento por parte da Comissão.

– O problema das drogas no Brasil, hoje, ultrapassa os limites de municípios e Estados. É uma epidemia sem controle. O governador e prefeito que não se decidirem por enfrentar esta epidemia no aspecto social e no âmbito da saúde estará não só sendo omisso, como contribuirá para a expansão do domínio das drogas. Onde não entra o Estado, reina o poder do traficante, declara o deputado federal.

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Aureo também acha que o modelo adotado por outros Estados e municípios que optaram em criar uma Secretaria própria e estruturada para o enfrentamento das drogas estão ganhando esta guerra.

– A internação compulsória, voluntária ou involuntária só acontece porque chegamos tarde. Temos que investir em prevenção e oferecer a possibilidade de recuperação para quem precisa. Às vezes, o dependente químico não tem condições de escolher e a família é obrigada a pedir ajuda. Temos que estar preparados para acolher, não só o dependente, mas também a família que está desesperada, completa Aureo.

Outro aspecto ressaltado pela Secretária de Justiça é a importância do trabalho social das entidades religiosas que fazem um trabalho missionário de abordamento aos dependentes, como é o caso da Missão Belém e da Cristolândia que atuam em São Paulo.

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“Os agentes da Missão Belém trabalham dia e noite, sentados na sarjeta ao lado dos usuários de crack. A maioria deles é ex-dependente químico e conhece de perto esse flagelo. Quando há casos graves de saúde, eles levam ao atendimento médico”, explicou Eloisa Arruda.

Aureo afirma que o Congresso Nacional deve votar o mais urgente possível o Projeto de Lei 7663, de 2010 que torna mais rigoroso o combate ao consumo de drogas.

– Trabalhamos por três anos visitando “cracolândias”, ouvindo especialistas de todas as áreas e de todas as opiniões. Visitamos abrigos, ouvimos o clamor das famílias dos dependentes e até dos próprios dependentes. Temos que livrar nossa juventude deste vício. Estamos seguros do que apresentamos. O projeto é uma resposta à sociedade que vive este drama e espera de nós uma atitude prática e não só debates pragmáticos, finaliza o relator.

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