Integrante da comissão que analisa a tarifa do transporte público de Curitiba, o presidente estadual do PRTB, Nivaldo Ramos, alerta que há dois anos as empresas que operam o sistema não entregam o relatório gerencial de custos para a URBS. “Este relatório, que deveria ser repassado a cada trimestre, precisaria discriminar os gastos com combustível, reposição de peças, consertos com colisões entre outros itens essenciais que fazem parte do custo da tarifa”, explica.

Curitiba

 

Na reunião com as demais entidades, Nivaldo aponta que uma auditoria nas empresas seria a solução. “A passagem de ônibus de Curitiba é paga por estimativa de custos. Sem os relatórios trimestrais não há como saber se os custos estimados estão corretos, ou seja, há dois anos, as empresas já estão descumprindo o que está previsto em contrato e os trabalhadores estão pagando por custos que sequer estão comprovados”, denuncia.

O dirigente do PRTB explica que o combustível representa 15% da tarifa, mas sem os relatórios a URBS não sabe quanto está sendo realmente gasto. Ele ainda acrescenta que a URBS cobra 4% do valor total da passagem de ônibus para fazer o gerenciamento. “Como controlar e gerenciar aquilo que se desconhece?”, questiona.

Fonte: Política Vip