Na sessão plenária de hoje (09-07), o vereador Marcrean dos Santos, PRTB, afirmou que as instituições governamentais do município e Estado precisam se posicionar com ações efetivas para combater as drogas e amparar os dependentes químicos espalhados nas cracolândias da capital. “Trata-se de situação de autêntica calamidade pública, social, não de Polícia. O trabalho realizado em Cuiabá e em outros recantos de MT está a cargo de instituições filantrópicas e religiosas. Por sinal, fazem muito, porém sem qualquer apoio oficial. Isso é vergonhoso, pois esse problema diz respeito à sociedade, em geral. Não é para nenhum órgão cruzar os braços, em sinal de claro descompromisso”.
Marcrean
Ele citou o caso do adolescente R., 16 anos, manchete de um dos jornais da capital (Gazeta), hoje. “O menino vivia acorrentado pela família, alternativa encontrado para mantê-lo longe das drogas. Na noite de ontem (08-07), ele e o pai se deslocaram para Rio Brilhante, em MS, para iniciar outro ciclo de tratamento. O drama dessa família já dura quatro anos. Eis aí um exemplo explícito da falta de responsabilidade dos nossos gestores com os dependentes químicos. Existem 50 leitos para tratamento desse tipo de paciente desativados no Adaulto Botelho. No entanto, foi preciso que a família do garoto R. o encaminhasse para Mato Grosso do Sul. Absurdo, isso”.
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A operacionalização do Centro de Tratamento para Dependentes Químicos, projeto de sua autoria, está em análise na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar tem esperanças de que haja sensibilidade do governo estadual para implementar este programa na capital.  “Vários imóveis do governo, inclusive hospitais, estão desativados, inoperantes. Poderiam sediar este Centro. É preciso tratar o dependente, reintegrá-lo à sociedade para que possa cumprir papel de cidadão contribuidor de impostos. Mas, para isto, é necessário também instituir capacitação profissional, mediante cursos firmados com o Senai e outras instituições. Habilitá-lo a trabalhar é primordial para 100% do êxito almejado pelo projeto”.
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Fonte: Secom/Câmara