Nas últimas horas que vão definir o quadro eleitoral brasiliense em 2014, o nervoso cenário na formação de nominatas faz tremer os partidos políticos e os pré-candidatos. Cada líder partidário procura desenhar o melhor cenário, inspirado em uma arquitetura frequentemente desprovida de lógica. E muito menos de orientação ideológica.

Com uma lupa, podemos ver no horizonte um projeto que sugere ter tido inspiração no Século V a.C. Foi naquela época que os gregos sustentaram seus monumentos em colunas, com formas identificadas pelas ordens Dórica, Jônica e Coríntia. Cada uma recebeu acabamento muito característico, quando são observados a base e o topo.

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A Dórica, mais simples, não tem base e dizem que eram utilizadas na construção de templos de adoração a deuses masculinos. A Jônica, tem base larga e capitel – parte ornamental do topo – bem elaborado, rebuscado, e essas colunas eram geralmente utilizadas nos templos dedicados às divindades femininas. Por último, as colunas de capitel Coríntia, mais utilizadas nos espaços internos, também trazem detalhes trabalhados e sustentam o teto que tomou forma horizontal a partir daquela época.

Voltando ao horizonte, percebemos um entra e sai frenético de candidatos nos templos partidários de maior expressão. Pelos portais das grifes políticas o movimento é intenso. Mas há, erguido em local nobre do Lago Sul, uma edificação de menor dimensão, requintada, mas onde as colunas gregas podem ser encontradas. Lá não há o movimento alucinado e urgente. Tudo é calmo e organizado, embora o local tenha a mesma urgência dos demais.

É a casa do PRTB – Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, e o anfitrião do périplo discreto é Luiz Estêvão. Luiz logo remete à imagem da ordem Jônica e seu poder de convencimento é incomparável. Mal começa a pregação e os convidados já entoam sua reza.

A principal coluna do templo PRTB não atende apenas as divindades femininas, exigência da legislação, mas homens que tenham a perspectiva de 10 mil votos acima. Ele os recebe como deuses. Inferiores, claro.

Observando melhor a construção, notamos à direita outra coluna, desta vez da ordem Coríntia. É Joaquim Roriz, capaz de reforçar e sustentar a obra imaginada por Estêvão, com toda a sua capacidade de projetar um capitel elaborado que sustente o céu eleitoral. À esquerda, vemos uma reprodução da ordem Dórica: Liliane Roriz. Não que ela não tenha base, mas sua imediata proximidade com as outras duas colunas reforça sua capacidade de manter a obra de pé.

Como o Roriz pai foi parar em uma construção de Estêvão todos sabem. O reforço no teto de Liliane é óbvio. O que muitos não devem saber é que o projeto de Luiz em seu próprio templo, onde ele é sacerdote e deus, não são as eleições para cargos majoritários. O que ele quer e promete que vai fazer, é chover no plenário da Câmara Legislativa.

Suas pesquisas revelam que após quase duas décadas de afastamento do cenário político, 250 mil súditos rezariam com ele caminhando às urnas. Ele pretende transferir parte desses eleitores aos seus coroinhas e tomar pelo menos quatro cadeiras na CLDF.

O Estêvão Jônico poderá refazer o desenho político brasiliense. O Roriz Coríntio tem a capacidade de embelezar o ambiente e pavimentar um plano B para Liliane Dórica, agora mais experiente, que imprime a leveza feminina ao jeito imperial das outras duas colunas mais sólidas em suas capacidades de receber o peso e a missão de abrigar novos correligionários.

Não deixa de ser um projeto de fé. Como Estêvão Jônico é pragmático e pontual, é difícil duvidar de seu projeto quando ele abre a planta-baixa da obra sobre a mesa e expõe os traços de expansão de seu templo. Sua lógica é concreta, sua determinação é ilimitada, sua maneira de conduzir os movimentos é precisa.

Mesmo desafiando os deuses gregos e os arquitetos tradicionais, o templo de Estêvão já está erguido no tripé jônico, coríntio, dórico. Na elegância da mais valorizada QL do Lago Sul, cercada de vizinhos ilustres e agora visitada por fiéis heterogêneos.

Quando for concretizado o milagre pretendido, o maior vencedor das eleições não será um governador, um senador ou um deputado federal, por maior que sejam suas votações, mas um candidato a ocupar outro templo, o do poder do DF, em 2018. Segundo suas previsões, ele próprio estará apto a concorrer porque será o único nome entre os mais conhecidos candidatos ao Buriti, que não estará inelegível até lá.

Há muitas obras em curso e sobre edificações ninguém pode duvidar que ele é um dos maiores construtores da história recente. Aliás, polivalente, capaz de construir de tudo um pouco: de templos erguidos sobre um tripé de colunas aos mais subterrâneos enredos que nem a ficção é capaz de reproduzir.

Até o dia 5 de outubro ele estará lá conduzindo as sessões de adoração e abençoando a todos que rezem com ele.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia. Ao meu ver vai ser a melhor eleição. Não vamos ter concorrentes, pois a UNIÂO que está sendo contruída, não poderá ser destruída.
    À VITORIA em 2014.

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