Em reação à exposição de gravações envolvendo Michel Temer e Aécio Neves, Levy Fidelix, presidente do PRTB, voltou a exigir a cassação do mandato dos partidos envolvidos no Petrolão.

“PMDB, PT e PSDB são os grandes nomes e precisam ir para a fogueira! Jogaram o nosso país na lama para se perpetuarem no poder. Pilharam tudo que podiam enquanto enganavam o povo brasileiro! Precisam responder por toda a bandalheira e pelas relações promíscuas com empreiteiras e empresas beneficiadas pelo BNDES”, afirma.

‘Querem reduzir a quantidade de partidos? É bom que comecem pelos grandes, atolados na maior corrupção’, diz Levy Fidelix

“A democracia brasileira será desmoralizada se PP, PMDB, PT e PSDB não forem extintos após tanto roubo nos últimos 22 anos, de 1994 até os dias atuais. É risível e digno de escárnio que grandes partidos pretendam proibir a criação de novos, além de surrupiar as verbas dos pequenos, sendo que tamanha corrupção foi causada justamente por eles”, acusou Levy Fidelix, presidente do PRTB, ao comentar a proposta de Reforma Política.

“Mensalão, petrolão, privataria tucana, bancos…implantaram um sistema de corrupção sistêmica para ascenderem ao poder. A Odebrecht, a OAS, os bancos controlaram o país por meio da propina. Venderam o nosso país, roubaram o dinheiro do povo, acabaram com tudo”, argumenta.

De acordo com ele, a situação foi colocada pelo juiz Sergio Moro ao definir o cenário como de “corrupção sistêmica”. “Não se trata de uma propina aqui ou outra ali. Trata-se de algo sistêmico, geral, holístico. Corroeram cada instituição, cada empresa pública, cada licitação. Corrupção como nunca vista na história do país, quiçá do mundo!”, declara.

“Deputados, senadores, governadores de grandes partidos sempre se elegeram com dinheiro de propina, além de receberem a maior fatia das verbas do fundo partidário, mais de 90%. É uma bandidagem só!”, destacou.

Reforma Política

Em meio aos debates sobre a reforma, discute-se a proposta da cláusula de barreira. Segundo a proposta, partidos com menos de 2% da votação para a Câmara dos Deputados ficariam privados do rateio do Fundo Partidário. Um efeito previsível seria a distribuição de mais recursos para os grandes partidos, e possivelmente o corte total dos recursos para os pequenos partidos.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, “a entrada em vigor da cláusula de barreira, que tramita na Câmara, aumentaria o repasse do fundo partidário para as grandes e médias siglas em cerca de 25%”.
Fidelix aponta que a mudança favorece os partidos mais envolvidos com a corrupção: “Os grandes partidos estão recebendo o que merecem – multas, desaprovação de contas…”.

O político chama a atenção para o contraste entre o aproveitamento dos recursos nas grandes legendas e nos pequenos partidos. Segundo ele, seu partido, o PRTB, por exemplo, “recebe cerca de um vigésimo dos recursos de partidos como o PT, o PSDB ou o PMDB, mas tem de 20% a 30% da votação”.

Fidelix lembra que, nas últimas eleições, o PRTB obteve 1 milhão e 300 mil votos para vereadores, gastando cerca de R$ 4 milhões, enquanto o PMDB gastou mais de R$ 100 milhões e obteve 9 milhões de votos. Ou seja, o PMDB gastou quase quatro vezes mais por cada voto obtido.

A sugestão do presidente do PRTB para a reforma política é: “Quer reduzir a quantidade de partidos? Vamos reduzir pelos grandes”.

Para Fidelix, chegou a hora de cassar os grandes partidos envolvidos nos grandes escândalos de corrupção, e valorizar os pequenos partidos que cumprem seu papel honestamente: “eu digo, como fundador e presidente de meu partido o quão difícil é conduzir um partido, o quanto é difícil estruturar com pouca verba e muito verbo, muita garganta, muito trabalho”. “Petrolão, Mensalão, Moro… isso é com os grandes partidos”, conclui.

Com informações do site “Folha Política” em http://www.folhapolitica.org/2017/05/nao-ha-mais-desculpa-pt-pmdb-e-psdb.html